quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ESPIRITO NATALINO


Desci do ónibus perto da Praça da Sé e fui surpreendida pelo coro de vozes infantis entoando musicas natalinas. A cada passo que dava em direção ao centro do Pelourinho meu corpo arrepiava-se em uma onda de energia vinda não sei de onde que tomava conta de mim. Sentia-me paralisada, e uma vontade enorme de viver crescia, assustando-me. Vendo aquelas crianças com chapéus vermelhos, de rostinhos inocentes e de todas as raças percebi que quando queremos podemos ser únicos, sem tristezas, sem lágrimas, sem violência e ter o espírito inocente e alma repleta do desejo de Deus, aquela cena lembrava-me que era Dezembro, e que era Natal.
Não sei por que, mas eu percebo que nesta época do ano as pessoas se aproximam mais, sinto como se o espírito natalino estivesse a espreita numa esquina qualquer esperando apenas por mim  ou por voce para se corporificar em boas ações, em gestos de amor e desejos de afetos. Tudo fica mais colorido, num vermelho e verde, implicando em vida e esperança. O povo  sai mais de suas casas e com sacrifícios muitas vezes compra lembrançinhas para quem mais ama e considera.
Observo novamente o tal espírito natalino, uma compulsão para fazer o bem. Fico encafifada, porque isso acontece mais nessa época? Ate parece que papai noel sobrevoa a cidade com seu pó de pirilimpimpim dando a todos a experiência de abrir mais seus corações e deixa-los nostagicos, amigos e amorosos. Quisera eu que este pó magico estivesse sobre a humanidade 366 dias de sua existência, e que nos noticiarios não mais ouvíssemos ou víssemos a violência urbana do homem aflorada e tão persistente, mostrando que sua racionalidade é incoerente. E que por muitos é atribuída como  fatos do fim de mundo, não esquecendo que sempre isso aconteceu em toda trajetoria humana, que ela é escrita pela historia com sangue, manchada cruelmente no seio da mãe terra, que evidentemente se revela e se apodera dizimando culpados e inocentes.
Aquelas crianças com sua vozes perfeitas e afinadas encheram meus olhos de lágrimas, elas me ensinam a acreditar nessa força e nesse espírito que sobrevoa o mundo e as cidades, e que um dia certamente tomara de vez a anarquia do caos, transformando em amor nossa emoção maior, que por muito estar adormecida, gerando o que um lúcido homem de barba pregava pelos arredores da cidade do Rio de Janeiro: generosidade gera generosidade, amor gera amor..
Vamos amar e aprender a deixar que o pó de pirilimpinpim de papai noel invada nossas almas, e que eu e voce possamos fazer a diferença.
FELIZ NATAL!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

LOUCURA

Era uma tarde de domingo, chovia muito, o céu enegrecido disparava rajadas de relâmpagos em 5m e 5m, logo em seguida aquele estampido ensurdecedor. Não sei porque mas amava aqueles dias chuvosos, despertava-me nostalgia, associava a tempos longuiquos da infância tão amada e feliz. Estava na janela contemplando os pingos da chuva que caiam incessantemente, pareciam extremamente pesados que se podia ate ouvir o barulho de cada gota no chão. E é  nesses momentos de introspeção e admiração do poder sobrenatural, da força da natureza que leva meu espírito a quietude e ao mesmo tempo a elocubrações sobre o existir.
Trabalho em Centro de Atenção Psicossocial, lugar dito ai popularmente, como o cantinho do louco, sou fascinada pelo que faço, e em consequencia existe em mim uma enorme energia na busca do conhecimento e de esclarecimentos metafisico a qual no dia a dia sou submetida na minha pratica e na minha intervenção quando ouço relatos.Uma gama de diversidade de casos martelam minha mente na tentativa de dar uma resolutividade concreta acerca do existir, do que lúcido, do que irreal e real. Encaro a todos como sofredores, incluindo a mim, que estou aqui neste planeta de passagem e expiação e estamos em constante mutação e evolução. Uma verdadeira guerra entre o bem e o mal habitada em nossa natureza, buscando um caminhar para o óbvio: o amor incondicional, tão inexplicável e que parece ser inacessível.
Sempre que falamos em doença mental, transtornos comportamentais e associamos leigamente ao sobrenatural,  não é raro ver alguns buscarem ajuda na religião, nas crendices muitas vezes insanas, para a busca de uma explicação desse fato que nos foge a compreensão, e nos deixa atonitos sem solução.
O que faz alguém ser chamado de louco? O que difere ele de mim e de voce, nós que creditamos ser são, coerentes, certinhos? Voce ja parou para pensar nisso? Se não, pense agora, neste momento? Pense em voce e toda sua vida e toda sua emoção, as escolhas que fez ate agora. E faça uma correlação entre voce e o que sabe sobre eles: os malucos, como voce chama , como eu muitas vezes já chamei. Talvez voce encontre a resposta , talvez não, mas tenha certeza que eles servem de alertas, para mostrar que algo existe e que foge a compreensão racional humana, e nos mostra quão é  impressionante a mente humana tão desconhecida, nos fascina  nos levando ao delírio, pelo menos comigo, não sei se com voce.
Ainda chove...porem uma chuva miúda e meus olhos percebem minha incapacidade de ir alem do que conheço e que não posso ser inflexível no pensar, mas que devo sim estar aberta para a compreensão, e localizar sinais de que tudo é mutável e que cada um é um, que nada é igual, mesmo fugindo do que generalizamos como correto, talvez só assim poderemos esclarecer de fato esta questão e dar a humanidade uma resposta tão esperada do que seja a LOUCURA.

HOMOFOBIA

O mundo inteiro parece que descobriu um fato que nunca foi raro na humanidade, a homossexualidade. Creio que desde a liberação da mulher pela década de 70, pessoas foram despertas e como dizem por ai saíram do armário. Mesmo assim, nós estamos carecas de saber que ainda estar longe, pelo menos no Brasil de enxergar essas pessoas com naturalidade, afinal elas fogem ao padrão estabelecido pelo homem dentro do seu contexto de civilização. Se formos investigar a historia, la em Roma era notório essa pratica e nem por isso alguém era discriminado, mas estamos no Brasil, um pais dividido com duas vertentes: uma preconceituosa e outra liberal.
Nesse contexto vive Luís um rapaz de aparência delicada e trejeitos efeminados para seu aspecto varonil. Na infância sempre fora deixado de lado pelo pai e sua mãe ausente pois precisava trabalhar, ela havia se separado quando este nasceu. Assim, viveu Luís como um garoto de natureza retraída, em sua grande maioria sem amigos. Aos 15 anos com o despertar para sexualidade, conhece na escola Alfredo, rapaz altivo,de voz forte e atitudes másculas. Despertado a admiração pelo colega de classe, Luís em sua timidez o admira de longe, impossibilitado pela sua natureza e pelo sentimento de culpa por se sentir atraído.
Angustiado e sem ter amigos que pudesse expressar esse turbilhão de sentimentos, este quebra a barreira da timidez e procura se enturmar, se aproximando de Alfredo, que ate então nem sonhava que Luís nutria qualquer tipo de sentimento por ele.
Alguns anos se passaram e Luís não conseguiu vencer o medo de expressar seus sentimentos e desejos, restava-lhe apenas sufocá-los. Foi nessa época que conheceu Geórgia, jovem de natureza sonhadora, sociável e dócil, ela que o ajudou a libertar-se desses sentimentos e a assumir sua natureza, incentivando a ser realmente o que lhe fazia feliz, o que estimulava a ser ele mesmo, não se importando com que os outros pensassem, deveras apenas respeitasse os limites impostos por aquela sociedade.
Não foi com Alfredo, que Luís viveu um grande amor, afinal tinha apenas 15 anos e era o despertar de uma consciência, do seu ser interior. Mas com Ricardo tudo mudaria, e ele saberia definitivamente que estaria aceitando finalmente sua natureza, e esta não havia sido violada, mas sim aceita na mais profunda expressão de sua alma.
Hoje, Luís é feliz, vive com Ricardo a 15 anos, um amor sereno e forte, que só fez crescer e dar a si a  possibilidade de ser ele mesmo, sem medos e culpas.


que é a homofobia?
Citação: "Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. "


domingo, 5 de dezembro de 2010

FAMILIA DRAGON

CAPITULO II


OS FILHOS

A familia Dragon cresceu, novas descobertas fora feitas ainda quando Eloar era viva. Certo dia, estávamos ao pé da lareira, no castelo, de nossa propriedade, perto do acampamento dos aliados quando recebemos uma mensagem com noticias de Sir Ergon, o conteúdo do envelope explicava um pouco a trajetória vivida por ele. Após seu casamento com a feiticeira Mabú, cinco anos após, embrenhou-se a uma caçada e não resistindo a um ferimento veio a falecer, deixando a viuva com uma filha, cujo nome é Zodiack e o filho JackSully. Recordo-me que nossa mãe, nos convocou a uma reunião geral e contou a Kelvink, sobre a existencia dos dois irmão, ate então nunca conhecido. Este ficou olhando friamente o horizonte e resmungou: "Não tenho nada haver com este senhor e nem com a prole dele"..
Até hoje ele tem resistências em falar sobre eles. Inúmeras vezes o persuadimos que ele a procurasse, e mantivesse o vinculo, ele é irredutível, afirmando ainda: "por conta dessa feiticeira Mabú e deste pai sem honra nossa mãe não foi feliz o suficiente". 
Anos depois, da noticia de que Kelvink tinha irmãos, chegou em Espada um viajante amigo confidencial de Lord Murdok (sacer) pai de Nefiston, Angel e Kelveu, contando uma historia mirabolante sobre ele causando uma certa dor, pois ele nunca havia revelado a esposa tal fato, mesmo que este fato tivesse acontecido  antes do casamento. Ele tinha um filho: Murriel.
Nefistoan e Angel foram até Plumas a procura do irmão e la conseguiram informações. Este passava muita necessidade, tinham ficado órfão cedo. Kelvink foi junto a Plumas na ocasião, e lá decidiram trazer-lo para conviver com a familia. Eloar ficou feliz com a decisão do filho mais velho, só lamentava por ele não ter a mesma iniciativa em procurar seus irmãos. Desde então, eles fazem parte familia. 

A MORTE

Eloá faleceu há dois anos, ainda jovem e com muito para viver, mas o destino nos prepara peças. 
No dia fatídico ela foi convidada para uma caçada a um grande monstro que atacava os arredores de Espada, Kelvink, Kassandro e Angel estavam em missão na cidade das Feras, em busca da arca perdida para o Ançião da cidade. 
Nessa empreitada foi com ela, o Murriel e alguns amigos da família. Segundo relatos Eloá  não teve nem como se defender, foi pega de surpresa pela fera maligna, mas uma coisa boa aconteceu na luta ela matou também aquele demônio. Ainda ferida foi levada as pressas a cidade mas não resistiu aos ferimentos. O mais engraçado é que como  Sir Ergon, ela também perdeu a preciosa vida lutando, como sempre fizera e a maior recompensa foi de ter evitado que seu filho adotivo Murriel fosse morto, apesar de ter sido atingido, pois ela saiu em sua defesa, como dizem: deu a vida por ele. Murriel ficou em coma por vários dias, muitas vezes o vemos lamentar e se culpar pela morte dela. 
Kelvink ficou inconsolado, pois ela era a razão da sua vida, toda família sentiu profundamente. Dentre todos o Kassandro e o Murriel são os mais depressivos, se isolam, o Kassandro chega a passar até tres dias preso no porão sem ver a luz do sol. Mas foi o próprio Kelvink que em reunião com a família fez seu discurso e com palavras fortes nos acordou para a vida, pois tínhamos certeza que nossa mãe não iria gostar daquela situação. 


sábado, 4 de dezembro de 2010

FAMILIA DRAGON

CAPITULO I

Alguns me perguntaram em certo momento o que significava ser da  família Dragon? Não sei ao certo o que respondi, mas agora  relembrando aquela pergunta me veio o desejo de descrever o que são os Dragons e de onde surgiram. Seguindo a uma seqüência na arvore genealógica, o aparecimento deles se reporta a família guerreira de natureza humana, oriunda da cidade de Espada, no mundo de Pan Gu. Avós vêm de uma linhagem nobre, que tem na veia a honra, o respeito e a dignidade, onde a palavra é tudo, esse é o esteio da matriarca que ferindo os preconceitos milenares de antepassados se apaixonou por um selvagem de natureza bárbara, antigos inimigos dos humanos numa época já não mais existente. Era necessário fazer alianças para vencer o mal que teimavam em reinar no Mundo Perfeito
Tudo começou quando esse amor tomou conta da guerreira Eloar e do selvagem Ergon, este estava  predestinado e prometido a uma grande feiticeira, acerto entre famílias. Este fato não impediu que ambos vivessem um grande amor. O que levou a geração de um fruto muito querido e amado, a qual o denominaria de Kelvink e Jacksully, dois irmãos gêmeos. Entretanto o amor de Eloar e Ergon não resistiu à imposição e desejo das famílias, levando a uma inevitável separação. Este fato leva a Sra. Eloar decidir a ficar com um dos filhos, escolhendo Kelvink, já que Ergon não a deixaria levar os dois, ele criaria o outro. Com o filho parte a guerreira para os arredores da  cidade de Plumas, para tentar esquecer o seu infortúnio e viver uma nova vida.
Em Plumas
Alguns anos se passaram, a Sra. Eloar conheceu um grande sacer, de porte altivo de tez morena, que secretamente se enamorou da linda pela nobre guerreira, apreciando sua natureza destemida, entretanto por precaução se aproximou como um amigo. Em contrapartida o sentimento despertado pela Sra. Eloar tratava-se de ternura por ele.
Dois anos se passaram e devido ao seu sofrimento ela aceitou a corte passando a conviver com aquele homem, que a tratava com tanto desvê-lo. Sir Murdok, cada dia mais apaixonado não resistiu e na emoção do seu amor, atreveu-se pedi-la  em casamento. A principio houve certa rejeição e indiferença por parte da guerreira, mas não demorou muito ela acabou cedendo aquele pedido.
 Viveram acerca de cinco anos juntos, num amor ardente por parte do sacer e respeitoso por parte de Eloar. Entretanto o destino prega outra peça a essa mulher guerreira, seu gentil sacer  falece  de um mal súbito a deixando com três filhos: Angel, Nefistoan e Kelveu. Agora eram  quatro filhos para educar, um sentimento de desespero tomou conta da mulher que transmitia fortaleza a quem ela conhecia. Sir Murdok não era um homem abastado, pouco deixou para manter a família, assim, e era necessário sobreviver. Nesse ínterim, devido a uma invasão nas proximidades de Espada ela recebe uma proposta de trabalho na guerra e volta á terra natal, em busca de recursos para manter os filhos.
Em Espadas
Eloar e seus filhos  volta a Espada, mas dessa vez com certa dignidade,  e se estabeleceu nos subúrbios da cidade. Como guerreira continuou sua luta pela sobrevivência  embrenhava-se em aventuras para conseguir o dinheiro suficiente para seu ganha pão diário: ir nas batalhas sangrentas que os exércitos do Hohiriri a recrutava, pagando boas moedas, participava de Dusk e Frost e a recompensa era bem melhor.
Um dia recebeu a visita de sua mãe, a condessa Hudson, que  incentivada  pelo seu marido, pai de Eloar,  decidiu procurá-la para pedir perdão pela falta de compreensão e falar do seu desejo que retornasse ao convivo familiar, a principio a idéia alimentou a alegria e o brio no olhar da honrada guerreira, mas com o tempo percebeu que seu pai havia manipulado toda a situação e influenciando sua mãe para que acontecesse seu retorno, na verdade a família queria  que  ela assumisse um casamento já determinado, desde o seu nascimento, como era costume da época. 
Durante um certo período aquela proposta a angustiou , refletiu e como toda mãe pensava em dar o melhor aos filhos, resolveu voltar a conviver com a família e aceitar o desejo de seu pai. Assim conheceu Sir Treves, jovem fidalgo, guerreiro, de casta nobre , muito galante e envolvente, despertando em si uma certa emoção ate então adormecida, que a fez  sorri interiormente.
No final daquele ano, já perto do natal acontece aquela união. A convivência perfeita, ele gentil, atencioso, a defendia em todos os momentos, demonstrando amor aos filhos como se fosse seus. Dessa união nasceram Kassandro e Leonelli.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

REFUGIO

Uma lágrima descia dos olhos de Cecilia, ela não sabia explicar porque sempre a angustia tocava sua alma quando ela se lembrava da infancia ou mesmo quando via guris serelepes na praçinha do seu bairro. Naquele dia era invitavel tinha recebido a tragica noticia da morte subita de sua avó, e logo vinha um turbilhao de emoções bater a sua porta, num acelaramento constante e eloquente da mente em reproduzir momentos vivenciados no passado ainda remoto. Aquela figura eloquente de uma mulher vivaz, altiva que eapenas em um só olhar demonstrava o que deveria ser feito ou ser dito, mas que em contrapartida era irresistivelmente afetuosa e compreensiva.
E agora o que fazer e o que pensar? O que fazer de sua vida? Quem a aconselheria, a colocaria no colo, quem a satisfaria seus desejos mais insanos ou ainda afagasse seu choro? 
Cecilia atonita caminhava a esmo, aquela emoção a pegou de surpresa, não sabia o que pensar, nunca tinha imaginado um minuto sequer que um dia poderia perder alguem a quem amava tanto, na sua cabeçinha sempre a supunha ter uma morte prematura, tinha só 18 anos, mas acreditava que logo embarcaria numa outra viagem. Agora, ali estatica não sabia o que fazer e o que pensar, apenas as lagrimas descreviam uma curva em seu rosto, morrendo no canto da boca.
Longe o barulho do apito do navio no cais, despertou momentaneamente daqueles bizarros pensamentos e desejos de que na verdade sua realidade não era aquela. O sol se punha entre as nuvens e o mar tranquilo repousava uma paz tão desejada, que aquietava sua mente. Aproximou-se entao da balaustrada que a separava do profundo verde-azulado do mar, e podia ate se ver alguns peixes que circulavam a procura de sua eventual presa, para satisfação de sua sobrevivencia. Naquele breve momento, num  instante incepto o sorriso de sua avó transcreveu a natureza do seu pensamento e se corporificou ante a sua presença.
Era delirio? Era lucidez? Mas aquele breve instante a fez emergir numa emoção infinda e agarrar-se ao desconhecido, e finalmente mergulhou nas aguas profundas do mar, que indiferente a tudo, era testemunha de sua fraqueza.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PALACIO DO CRESPUSCULO

Lá estava ele, mostrando sua garra para quem quizesse ver e sentir. Eu sabia que mais cedo ou mais todos na PT descobririamos a sua lamina fiel adentrando nossos corpos virtuais. Sabia que institivamente nossos corpos etereo caminhavam em sua direção implacaveis, incansaveis, decididos a dar fim por vez com ele.
Era tenso, uma aventura imaginavel cheia de suspense, mas que propocionava a quem conduzia a marcha a um extase coloquial de destruição do mal, era essa sensação, e não era só minha mas de toda a PT.
Quanto tempo se passou, nao me lembro, uma força sob humana foi lançada para acabar com aquele mal,  eramos em seis classes distintas com um unico objetivo: DESTRUI-LO.
Quando aconteceu, novembro ou dezembro, nao me recordo a data precisa, só sei que quanto mais nos aproximavamos dele, nos eramos tomados por uma sensação aterrorizante que estava estampada em nós demonstrado através de um calafrio  grotesco que subia por entre nossos dedos quando clicavamos em direção ao mal e que muitas vezes deixavam  tremulos os punhos que exibiamos, nosso maior valor de defesa das nossas vidas. Tinhamos em contrapartida nossa astucia e armas, as mais variadas e com elas marchavamos para a morte ou quem sabe para uma remota vitoria. Era preciso sobretudo confiança e horas de desvelo na frente do PC, calculando nos minimos detalhes o que fazer, sabiamos que a prudencia alicercava nossa vitoria, e que a disciplina de cada um, resolveria o nosso maior problema: DESTRUI-LO.
Quem eramos: um barbaro, uma sacer, uma feiticieira, um mago, um guerreiro e um arqueiro, todos focados em um unico objetivo, nem que para isso fossemos derrubados pela sua furia e pelo seu desejo insano de vingança. Nada, mas nada mesmo nos abateria, fosse o que fosse, estariamos ali, com nossos potes de mp e hp, reproduzindo com um unico estrondo a morte e envocando rajadas de magias em para dar cabo dele. Todos  incansavelmente unidos para DESTRUI-LO, e ele, quem era? Para quem nao tem noção, ele era  o EMISSARIO DA SETE ALMAS.
Naquele dia varamos a noite, suando frio mas a contento a PT o destruiu...a PT gritou pelo sangue daquele Boss infernal.

PS: PT significa grupo de 02 a 06 membros para realizar uma dificil tarefa (missão) em um determinado local.

UM INSTANTE

Atrás da rua passava um rio, bem não era um rio, afinal nas cidades grandes rios não existem, é canal feito por homens do governo que dizem estar preservando o aspecto da cidade, tornando-a mais aparentavel. Segundo antigos moradores, a muito tempo aquele canal havia sido um lindo riacho com variedades de peixes, mas a civilização o deixaram fedido, com um aspecto cruel, sem vida, de uma cor feia e mórbido para quem admira a natureza.
Encontrava-me atrás da rua, vendo o vai e vem dos carros e das pessoas, estas de aspectos envelhecidas e agitadas, inseguras e com constante mau humor. E aquele rio, me mostrava exatamente quem era o HOMEM!
Meus olhos embargaram, quando a uma pequena distancia de mim, uma linda garotinha de seis anos, gritava palavrões e pulava no leito fedido daquele rio, parecia enlouquecida, mostrando-me que já não tinha ninguém a quem amar e obedecer. Minha real natureza estranhou toda aquele contexto, e uma simples atitude infantil desapropriou-me da minha razão, incomodando-me. Lembrando-me que não era eu, e que estava ali apenas para observar, pois minha natureza encontrava-se em estado de mutação e eu teria que aceitar aquela realidade, embora meu papel agora era dar aos humanos cliques para uma mudança satisfatória na sua natureza hostil e devastadora, tendenciosa para o mal.
Eu tinha me tornado o que tanto ansiei durante toda minha existência:  SER IMORTAL, APAIXONADO PELO MUNDO E PELO HOMEM EM SUA DIVERSIDADE, agora em plena mudança tinha que enxergar a vida do jeito que ela sempre fora, e meus atos deveriam nortear o homem a sua mudança, vim para plantar o AMOR. 
A criança ainda brincava, quando a luz me chamou!
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